Onde encontrar um tradutor juramentado para cidadania italiana?

A tradução juramentada é a modalidade de tradução mais importante que existe. Isso, porque ela só não traduz, como também garante que um documento brasileiro seja válido em outro país. Além disso, como a legislação do Brasil não reconhece ou aceita documentos escritos em outros idiomas, atribui autenticidade. Dessa maneira, fica garantido que tudo aquilo que está presente no documento e é verdadeiro e não sofreu alteração.

Leia o decreto na íntegra sobre a tradução juramentada:

Art. 18 – Nenhum livro, documento ou papel de qualquer natureza, que for exarado em idioma estrangeiro, produzirá efeito em repartições da União, dos Estados ou dos Municípios, em qualquer instância, Juízo ou Tribunal ou entidades mantidas, fiscalizadas ou orientadas pelos poderes públicos, sem ser acompanhado da respectiva tradução feita na conformidade deste regulamento.

Parágrafo único – Estas disposições compreendem também os serventuários de notas e os cartórios de registros de títulos e documentos, que não poderão registrar, passar certidões ou públicas-formas de documento no todo ou em parte redigido em língua estrangeira.

Quem pode fazer a tradução juramentada?

Mesmo que alguém considere que tenha conhecimento o suficiente na língua para realizar a tradução, nessa modalidade, apenas os tradutores oficiais (também conhecidos como tradutores públicos ou intérpretes comerciais) possuem autorização para realizar.

Os tradutores juramentados são profissionais concursados e cadastrados na Junta Comercial do Estado no qual atua. Estão habilitados a fazer traduções de documentos e outros itens que requeiram fidelidade absoluta e idoneidade de informações.

O último concurso realizado foi no ano de 2000, portanto não é tão fácil assim achar alguém que possa prestar serviço em algum idioma. Para garantir que o profissional que você quer contratar é realmente competente, cheque na repartição pública.

Quais são as funções de um tradutor juramentado?

Um tradutor juramentado pode atuar como intérpretes em juízo, em cartórios e em quaisquer outros locais que necessitem de interpretação de um texto em outro idioma. É comum encontra-los em processos de compra e venda de imóveis por estrangeiros, casamentos entre brasileiros e estrangeiros, audiências públicas e registros de filhos de estrangeiros nascidos no Brasil.

Entretanto, o foco de atuação é na tradução de documentos para quer deseja solicitar cidadania em outro país ou realizará intercâmbio.

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Como encontrar um tradutor juramentado?

Conforme explicamos, pode não ser tão fácil assim encontrar um tradutor juramentado, já que o último concurso foi realizado há quase 20 anos. Quem realmente precisa da ajuda desse profissional, pode recorrer a algumas alternativas:

  • Consultar a lista de tradutores juramentados na Junta Comercial do estado em que deseja o serviço. Quem reside em São Paulo, por exemplo, pode encontrar no site da Jucesp.
  • Buscar empresas de traduções de documentos, que possuem parceria com tradutores. Essa é uma opção segura, já que especialistas estarão conduzindo tudo que precisa ser feito com os documentos e, inclusive, auxiliar com a Apostila de Haia, uma espécie de reconhecimento de firma, fundamental para processos de cidadania.

Caso você não encontre um tradutor juramentado especializado no idioma que precisa no seu estado, pode buscar por tradutores em outras localidades e enviar os documentos por correio.

H2 Quanto custa a tradução juramentada?

O valor da tradução juramentada varia de acordo com alguns fatores, como tipo do documento a ser traduzido, tamanho e a urgência. De acordo com o Sindicato Nacional dos Tradutores (Sintra), os valores de referência variam de R$ 0,42 por palavra para a tradução juramentada de um idioma estrangeiro para o português, e vice e versa. Já de um idioma estrangeiro para outro, o valor é de R$ 0,55. (Data base: 2018)

Isso pode te dar uma ideia de quanto vai fazer, porém, não se esqueça de levar em conta também que o padrão da precificação é em laudas (1000 caracteres, excluindo os espaços em branco). Em média, uma lauda custa entre R$ 40,00 e R$ 60,00, dependendo do estado

O valor de traduções juramentadas com urgência ou que tenham data de entrega fora dos dias e horários comerciais (sábados, domingos e feriados) não possuem valores pré-estabelecidos.

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Nova Lei para reconhecimento de Cidadania Italiana por Casamento

A nova lei que entrou em vigor em 04/12/2018 prevê, para o reconhecimento da cidadania italiana por casamento, que o requerente deva possuir o nível B1 de conhecimento da Língua Italiana.
Este requisito é atendido por:
– Título de estudo emitido por um Instituto de Ensino publica ou equivalente.
– Um certificado de conhecimento da língua italiana emitido por uma entidade autorizada.
Atualmente as entidades certificadoras pertencentes ao sistema de certificação unificado são:

  1. Università per Stranieri di Siena – Prova CILS
  2. Università per Stranierii di Perugia – Prova CELI
  3. Università Roma TRE – Prova Cert.it
  4. Società Dante Alighieri – Prova PLIDA

Estas provas podem ser realizadas nos Institutos Italianos de Cultura, órgãos oficiais do Governo Italiano para a difusão e promoção da Língua e Cultura Italiana no mundo. Para que se conclua o processo de reconhecimento da cidadania por naturalização (casamento) são necessários 48 meses a partir da data de apresentação do pedido.

Conte com a Bússola Italiana para se adequar a nova lei

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Debate entre os candidatos ao Parlamento Italiano será dia 15, pela TV Câmara, em rede nacional

direção da TV Câmara acaba de dar o ‘OK’ à realização do debate com os candidatos ao Parlamento Italiano nas eleições que se desenvolverão por correspondência em todas as comunidades italianas fora da Itália nesta segunda quinzena de fevereiro. O debate será realizado em Brasília, dia 15 (quinta-feira após o carnaval), com transmissão ao vivo da emissora para todo o território nacional. O debate deverá ter início no final da tarde, em hora a ser designada.

A expectativa em torno da liberação da emissora era grande desde que os autores da iniciativa – Fnib – Fundação Nacional Ítalo-Brasileira (em organização) e Revista Insieme– protocolaram o pedido. No final da tarde de hoje, Diego Mezzogiorno, que é também conselheiro da Câmara Ítalo-Brasileira de Santa Catarina, recebeu do deputado Marcio Marinho, diretor de comunicação da Mesa da Câmara, a informação de que “o debate está garantido”.

Segundo Mezzogiorno, também confirmou a realização do debate a deputada Bruna Furlan, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, após reunião havida no período da tarde. Na tarde desta quarta-feira, Mezzogiorno estará em Brasilia para ultimar os detalhes preparativos do evento.

Este será o primeiro debate de que se tem notícia envolvendo os candidatos postulantes a uma cadeira no Parlamento Italiano. O objetivo é, além de contribuir para o conhecimento dos candidatos e suas propostas e ideias, motivar os eleitores ao exercício do voto, que não é obrigatório. Ao todo, 89 candidatos – 26 ao Senado e 63 à Câmara dos Deputados – estão na disputa de quatro cadeiras na Câmara e apenas duas no Senado.

No Brasil – o segundo colégio eleitoral da área da América do Sul – os eleitores são cerca de 351 mil. Poderão votar os cidadãos italianos devidamente registrados nos consulados italianos que operam no Brasil. Logo após o carnaval, cada eleitor receberá em casa um ‘envelope eleitoral’ contendo o material explicativo do processo e as cédulas eleitorais, que precisam estar de volta nos consulados até as 16 horas do dia primeiro de março. Na Itália, as eleições se realizam dia 4 de março.

O debate será em língua portuguesa e, a princípio, dele deverão participar todos os candidatos residentes em solo brasileiro. Segundo as regras estabelecidas de comum acordo com representantes dos partidos reunidos em Curitiba em meados de janeiro, haverá oportunidade para que cada candidato possa se apresentar, enquanto o debate propriamente dito será travado entre as diversas agremiações políticas em disputa.

O debate que será levado ao ar com pela TV da Câmara Federal tem a participação organizacional, além da Comissão de Relações Exteriores da própria Câmara, do Grupo Parlamentar Brasil-Itália, presidido pelo deputado Rubens Bueno e do Intercomites Brasil, presidido por Rosalina Zorzi. O Intercomites é o órgão de cúpula dos Comites – ‘Comitati degli Italiani all’Estero’ que no Brasil são organizados de acordo com as jurisdições consulares de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Minas Gerais e Brasília.

Fonte: Insieme
Os símbolos dos partidos para as eleições de 4 de março

Itália cria portal voltado a voto no exterior

(ANSA) – O Ministério das Relações Exteriores da Itália criou um portal de uso interno para as eleições legislativas de 4 de março, mas voltado ao processo de votação fora das fronteiras do país.

Ao todo, 4,3 milhões de italianos estão habilitados para votar nas circunscrições no exterior, cerca de 20% a mais que em 2013. O objetivo da página é funcionar como uma “torre de controle” que permita à Farnesina interagir de forma constante com a rede consular.

Com isso, o Ministério das Relações Exteriores pretende fazer um controle mais próximo do processo de votação além das fronteiras italianas, para que ele seja o mais transparente possível.

Segundo o diretor-geral da pasta para os italianos no exterior, Luigi Maria Vignali, a preparação para as eleições fora da Itália é um “exercício complexo”. O número de países onde se pode votar chegou em 2018 a 177, sete a mais do que no referendo constitucional de dezembro de 2016.

Também poderão participar residentes temporários, como estudantes, e os cerca de 6 mil soldados italianos envolvidos em missões no exterior. O governo promoverá instrumentos para garantir a regularidade do processo, como videoconferências com as sedes consulares e contato reforçado com os serviços postais, responsáveis pela entrega das cédulas eleitorais.

Os eleitores italianos no exterior, inclusive no Brasil, precisam fazer seus votos chegarem ao consulado até 1º de março, três dias antes das eleições legislativas. (ANSA)